sábado, 14 de abril de 2012

Nostalgia


Saudade…
Do que passou, do que virá, do que foi, do que será...
Do que existiu, do inexistente e do que nunca existirá...

Saudade…
Que alegra, que entristece, que aproxima, que afasta…
Que fere e que afaga...

Saudade…
De tudo, de nada, de todos, de mim e de ninguém…

Saudade…
Do que foi, do que fui, do que será e do que serei…
Nunca do que sou, nunca do que é…

Simplesmente saudade…
Complicadamente saudade… 

Depois de escrever esse texto sobre saudade, fiquei pensando sobre como o ser humano é descontente. 
A saudade é um sentimento que, em maior ou menor grau, assombra todos nós. 
Várias vezes nos deparamos tristes pensando em algo que passou, imaginando como
seria se tivéssemos agido de determinada forma e fazendo planos sobre o que virá. 
Por que é tão difícil focar no agora e se contentar com ele? 
As vezes nos preocupamos tanto em chorar nossas agonias, que simplesmente não enxergamos as coisas boas que estão acontecendo e quando nos damos conta já é tarde de mais....
O passado que tanto nos faz falta, já foi o presente um dia e estávamos igualmente descontentes com ele, desperdiçando-o esperando o futuro. 
Por isso, esqueçamos o ontem, guardemos o amanhã e nos concentremos no hoje…


domingo, 8 de abril de 2012

Feliz Páscoa!


Durante a semana santa, a hipocrisia é tanta que chega a ser engraçado. É tanto "não pode" que me sinto na Inquisição Espanhola. 

Na sexta-feira santa não pode beber nada alcóolico, não pode comer carne nem doces, também não pode rir e nem ser feliz. Mas fiquem tranqüilos, falar mal da vida alheia e desejar mal ao próximo está liberado e, é claro, gastar todo o dinheiro do mês em bacalhau para nao cometer nenhum pecado, afinal, as pessoas estão mais preocupadas com o que entra nas nossas bocas, do que com o que sai. 
Sábado de aleluia é dia de malhar Judas, oba!! Vamos exercitar todo o perdão que nos foi ensinado, julgando e condenando alguém que traiu uma vez e que foi perdoado pelo próprio traído, até porque ninguém nunca errou ou traiu na vida.

Finalmente chegou o tão esperado domingo, dia de entupir-se com o chocolate que você pagou o triplo que pagaria em outra ocasião. Gasto justificável, pois o chocolate, que nem existia na época de Cristo, tornou-se mais importante que o próprio. Isso para quem pode é claro, pois no momento milhares de crianças descobriram que não são especiais e boazinhas o suficiente para receber a visita do coelhinho. 
Domingo de Páscoa também é dia de perdoar, vamos esquecer todos os nossos desafetos e dar um abraço apertado em quem nos fez algum mal, mas não se preocupem, nao precisa ser verdadeiro e na segunda-feira você poderá falar mal e odiar novamente e, é claro, malhar no próximo sábado de aleluia!!!
...
Sei que meu texto foi um pouco ácido e radical, porém cada vez mais vejo a Páscoa tornando-se um comércio frio e longe do verdadeiro sentido. Parece mais uma data para dividir classes e estampar ainda mais as diferenças sociais da nossa sociedade. 
É claro que quem pode comprar o ovo, o bacalhau e o que bem entender, se sente vontade que compre, mas isso nao deveria ser uma regra e nem motivo de vergonha ou sacrifício. 
E o verdadeiro significado, que é amar e perdoar o próximo e acreditar na humanidade, independente de quantas pedras lhe são atiradas. 
Independente de qualquer religião, crença(ou falta delas), temos que reconhecer que homem, Deus ou revolucionário, Jesus morreu por amor ao próximo, por uma causa em que acreditava, soube perdoar e lutar por um ideal, qualquer misticismo, história e/ou religião que formou-se depois disso não é relevante, mas sim os ensinamentos que foram deixados, os quais devemos usar todos os dias de nossas vidas, nao apenas em 3. 
Um feliz final de Páscoa para todos!
Imagem mais significativa da minha Páscoa, minha afilhada ao ver o coelinho...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

História Viva

Há uns dia, em uma visita ao meu amado avô paterno, tive a ótima experiência de conversar com ele sobre seus tempos de mocidade. Desde esse dia fiquei refletindo sobre quão ricas podem ser as conversas com os nossos idosos e como damos pouco valore à eles. 
Sempre amei história, desde que entrei no primário é a minha matéria preferida, passei a vida enfiada em livros e pesquisando sobre o passado de vários países, sobre acontecimentos de décadas, centenas e até milhares de anos antes de eu nascer. 
O passado sempre me fascinou e nunca tinha me dado conta de que o passado sempre esteve no meu presente, representado pelos meus avós. 
Meu avô por exemplo, nasceu em 1922, já viveu quase um século inteiro e vivenciou o começo de dois séculos. Presenciou a Segunda Guerra Mundial, a Grande Depressão, o inicio e o fim da Guerra Fria e viu grandes potências mundiais entrarem e saírem do poder. 
No Brasil viu o fim da República Velha, viu nascer e morrer a República Nova e viu o surgimento da nossa Nova República; viu quase 30 presidentes tomarem posse e votou na maioria dessas eleições; perdeu amigos na ditadura militar e vibrou de felicidade ao ver seu fim; e estava com a televisão ligada quando nossa capital foi criada. Inclusive, é até mais antigo que a própria televisão, viu surgir seu primeiro modelo e hoje tem a chance de ver um filme em um televisão 3D. Viu surgir os primeiros modelos de carros populares, usou modelos de telefones dos mais arcaicos e hoje pode fazer ligações em um celular de última geração. Viu surgir os primeiros computadores e a criação da internet, embora não dê a mínima bola para isso. Além disso e de várias coisas maravilhosas, as quais eu poderia passar horas citando, foi um dos milhares de nordestinos que deixaram suas terras e famílias em busca de condições melhores em São Paulo e que, com força e coragem, venceram e hoje fazem parte da história e da mista cultura Paulista. Como diz a música do nosso Rei do Baião, Luiz Gonzaga, a qual é a cara da história do meu avô, do meu pai e de tantos outros brasileiro que nos dão orgulho: "Só trazia a coragem e a cara, viajando num pau-de-arara, eu penei, mas aqui cheguei...". 
O que eu quero dizer com tudo isso, é que já está mais do que na hora de revermos a forma como tratamos nossos idosos e dar à eles o valor que merecem. 
Não estou dizendo que a velhice isenta a pessoa de tudo de ruim que fez durante a vida, porém devemos respeitar os anos que eles trazem nos olhos, na mente e no coração e valorizar e aprender com eles. 
Temos a mania de tratar os idosos como crianças, que não têm vontade própria e que só falam sandices. Sabemos que algumas doenças e problemas trazidos pela idade, afetam a memória e o juízo dos mais velhos, porém, além de não acontecer com todos, isso não faz com que suas vivências sejam apagadas e compartilhar com eles é faze-los viver, relembrar e reativar suas memórias. Eu mesma, conversei várias vezes com a minha avó materna sobre sua infância, nos tempos do bonde no Brás e sobre a vinda dos seus avós italianos pra o Brasil, sem nem me dar contar de estar enriquecendo meu conhecimento muito mais do que se eu tivesse lido vários livros. 
De vez em quando é ótimo trocar os livros, a internet e a televisão por algumas horinhas de conversa com nossos avós ou idosos do nosso convívio e até uma visitinha à um asilo, faz muito bem para eles, mas  principalmente para nós. 
Muitas vezes ficamos chocados ao nos depararmos com idosos abandonados em asilos e com noticias de maus-tratos que vemos na mídia por aí. Mas será que aparecer de vez em quando para uma visita não é tão cruel quanto deixá-los jogados em um asilo? Será que ignorar suas histórias e não tirar alguns minutos para ouvi-los, não é maltratar toda sua vivência e luta? Para mim é a mesma coisa! Pena eu ter percebido isso só agora e ter perdido boas conversar com os meus avós. 
Precisamos dar mais valor à nossa história, à nossa cultura, ao nosso país e principalmente aos nossos idosos, que são a história viva, pronta para ser contata, para quem está disposto a ouvir e por quem realmente a viveu. 

"A juventude é a época de se estudar a sabedoria; a velhice é a época de a praticar." Jean Jacques Rousseau

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Viver e Estar Vivo...

Eu estava voltando para casa uma noite dessas, depois de um longo e cansativo dia, o qual não tinha sido nada fácil. Eu só queria chegar em casa e dormir, para finalmente aquele dia acabar. Foi então que abri a janela do carro para me refrescar e senti o vento batendo no meu rosto, quase como um carinho para me acalmar e as luzes dos carros no escuro pareciam um espetáculo de circo para me entreter. Cada pequena coisa no caminho era como uma resposta da vida, que dizia "Ei, quem disse que seu dia não foi lindo?!". Quando cheguei em casa olhei para o céu coberto de estrelas e senti que o meu "presente dos céus" estava completo. Cada noite que olho para o céu e vejo uma única estrela que seja, sinto que tem alguém me dizendo "Parabéns, você conseguiu mais um dia! Esse é o meu presente,  para você ver como viver é maravilhoso...". E não importa quão ruim foi meu dia, a partir desse momento, ele passa a ser lindo. E quando o céu não me presenteia com nenhuma estrela, não entendo como um castigo, mas sim como um incentivo: "Tenha um lindo dia amanhã e não esqueça de olhar o céu em busca de novas estrelas!". É como se fosse uma meta para o dia seguinte. 

Acho que viver é isso, ver e sentir a beleza nas pequenas coisas. Não há mal grande o bastante para não ser vencido; não há dor que não possa, ao menos, ser amenizada e não há sofrimento que não acabe. Não existe bem e mal, tudo na vida tem dois lados: o bom e o ruim. O que nos basta é escolher à qual dele daremos mais importância, essa é a diferença de estar vivo e VIVER!!




Não questione o mundo sobre o que ele te dá. Pergunte a si mesmo o que você tem dado ao mundo...



domingo, 8 de janeiro de 2012

Como Nasce um Paradigma

Antes de falar sobre o assunto, eu gostaria que vocês lessem esse texto, atribuído à Albert Einstein,  que eu retirei do livro "Sociologia para Jovens do Século XXI"

"Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio da jaula puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.

Quando algum macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas.

Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos.

A primeira coisa que o macaco novato fez foi subir a escada, de onde foi rapidamente retirado pelos outros, que o surraram.

Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.

Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato.

Um terceiro macaco foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:
'Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...'”


Lendo isso, eu só pude pensar que somos macacos de laboratório de uma sociedade que vem sendo moldada há séculos. Já nascemos sabendo como devemos agir até o momento de nossa morte, "batemos" em muitos outros "macacos", cujos atos aprendemos à condenar, muitas vezes sem mesmo saber porquê. Somos obrigados a seguir um modelo que em algum momento, foi imposto por alguém como sendo certo e que foi seguido daí em diante. Desde pequenos já sabemos em que/quem acreditar, o que podemos ou não falar, como devemos agir, quem devemos amar, o que ou quem devemos condenar, qual o exemplo de família devemos ter e etc. E vamos aceitando e vivendo assim pois o conformismo, é uma das características mais presentes na raça humana. Em um mundo moldado e conformado, é difícil ser o dissidente, o "do contra". Ir contra regras e costumes estabelecidos há anos é praticamente loucura, por sorte tivemos "loucos" que "nadaram contra a maré" e mudaram conceitos e estruturas, os quais as pessoas acreditavam ser os corretos e/ou os únicos aceitáveis. Graças aos "loucos", eu posso votar, estudar, trabalhar, posso escolher qual e quantos deuses seguir(entre aspas né?! Porém isso é tema para outro post rsrsrs) e entre outras coisas, posso escrever esse blog. Muitas vezes precisamos ser "loucos" e não seguir algo porquê fomos ensinados assim, ou porquê os outros seguem. Não entendo como tantos absurdos ainda são vistos como naturais na nossa sociedade atual, como eu disse antes, o conformismo é uma das características mais presentes no ser humano e também uma das mais tristes. Prefiro ser "a louca" do que viver de uma maneira em que não acredito. Grandes mudanças começam com um único passo, por isso, acredito que quando alguém não concorda com um sistema deve lutar para mudá-lo, mesmo que não obtenha resultados. É muito mais louvável perder a luta, do que viver sem lutar. 
Deixo para vocês dois vídeos de comercias que servem como uma ótima forma de reflexão sobre tudo o que falei.


Como sabiamente disse Einstein, "Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito."

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Fim do Mundo

Muito se fala sobre o "fim do mundo", que supostamente acabará no final desse ano. Para mim isso não passa de um erro de interpretação, a profecia Maia (a mais usada para justificar o "fim do mundo") fala somente sobre o fim de um ciclo e isso não significa o fim do mundo, apenas o fim de uma era, de uma fase. O mundo está em constante mudança, de idéias, pensamentos, atitudes, clima, fatos, personagens, potências… Ou seja, é o fim de um mundo que conhecemos para um novo, então metaforicamente podemos chamar de "fim do mundo". Se pararmos para refletir, o mundo está sempre acabando, estamos constantemente encerrando ciclos, sejam eles pessoais ou em massa. É só lembrar de como eram as coisas há dez anos atrás, alguma coisa continua sendo igual? O mundo é o mesmo? Não! Portanto, foi o fim daquele mundo para nós. Na nossa vida também é assim, espontaneamente ou forçados, estamos sempre renovando e encerrando nossos ciclos, isso faz parte do nosso crescimento. Algumas vezes nem notamos, mas em outras é tão dolorido que parece que realmente é o fim do mundo para nós, mas logo um outro mundo lindo e cheio de novas oportunidade ressurge e, por mais que as vezes lembremos com saudades do mundo que ficou para trás, conseguimos entender que a melhor forma de viver é seguindo em frente. Portanto, já que sabemos que o mundo vai "acabar", que façamos de tudo para que seja para a melhor, com nossas atitudes para com o próximo e com o planeta. Espero que esse "novo mundo" seja um mundo mais humano, sem preconceitos, intolerância, mais justo para todos e principalmente, que todos saibam lidar com as diferenças. Parece tudo muito utópico, mas acredito nessas mudanças, só depende de nós mesmos e das nossas atitudes. Se ficarmos esperando que o mundo acabe, sem fazer nada para que ele melhore, o mundo será cada vez mais "terra de ninguém", onde cada um faz o que quer sem se preocupar com o próximo, aí sim o mundo acabará mesmo, pois ninguém mais conseguirá viver nele. Quanto aos ciclos pessoais, não lamente quando algo em sua vida encerrar-se, se acabou é porquê é o fim, sem querer ser redundante. Por mais que a dor pareça ser insuportável, ela sempre vai parar, nada acontece e nem termina por acaso. Entenda-se como sendo um árvore, as pessoas e coisas em sua volta como os frutos e a vida como o vento: Quando o vento derruba um fruto da árvore, ou está maduro, ou está podre. Em ambos os casos, a árvore já não precisava mais dos frutos. Na nossa vida também é assim, se algo/alguém nos é tirado, é porquê já cumprimos nosso destino com aquela coisa/pessoa ou porque não era bom para estar em nossas vidas.  
Que voce saiba encerrar seus ciclos com toda a sabedoria possível, beijos e até a próxima! 


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ano Novo

Eu nunca fui muito fã de Ano Novo, não lembro como começou e nem porquê, mas teve uma fase em que eu detestava comemorar o Ano Novo. Sempre achei sem sentido as pessoas comprarem roupa nova e fazerem uma festança apenas por uma mudança de ano. Me tirava do sério ver as pessoas fazendo tantos planos e promessas, ouvir "ano novo, vida nova" então, nossa me deixava extremamente irritada. Achava tudo uma grande bobagem, uma hipocrisia. As pessoas abraçavam-se e perdoavam-se, alimentavam a esperança de uma vida nova e no dia 02/01 voltavam à mesma vida de sempre, as mesmas mágoas de sempre... Tirando o calendário, tudo continuava igual. Foi então que perto da virada de 2009 para 2010 me deu uma súbita vontade de comemorar o Ano Novo como manda o figurino, vestida de branco, pulando sete ondinhas e com muitos planos e promessas para o ano que viria. E foi o que fiz, porém o destino me preparou algo que eu não esperava, exatamente na hora da virada tive um sério problema de saúde(o qual não vem ao caso) e quase que não chego à 2010, foi a primeira virada que eu comemorei realmente e poderia ter sido a última. A partir daí o Ano Novo começou a ter um outro significado para mim, confesso que ainda vejo um pouco de hipocrisia e um grande consumismo, mas entendo a importância de ter uma data para parar e rever nossas vidas. Na correria do dia-a-dia nós vamos simplesmente (sobre)vivendo, não mudamos o que está errado, não abraçamos e nem desejemos o melhor para quem está ao nosso lado, vamos deixando o tempo passar sem se dar conta. Hoje entendo que o Ano Novo é o inicio de um nova fase, é a chance de parar e pensar o que você quer e o que não quer que siga com você nesse novo ano. Nessa virada, comemore de coração a entrada desse novo ano, faça promessas sim, faça planos, perdoe, abrace, cante, grite, sorria… Viva! Mas faça tudo de coração, não vale a pena começar um nova fase com mentiras e palavras vãs. Faça um balanço do que teve de bom e de ruim em 2011 e leve  para 2012 só o que foi bom, o que foi ruim deixe partir junto com o ano que se vai, renove-se! Desejo um feliz Ano Novo para todos!

Virada de 2010 para 2011